Enquanto a sociedade assiste a mais um lamentável capítulo do mensalão do Demo, uma escola pública do Gama sofre com o abandono das autoridades e com a falta de compromisso do governo Arruda com a educação.
A Escola Classe 22 fica no centro da cidade. Devido às chuvas, o muro frágil caiu, árvores despencaram sobre a escola e infiltrações correm a torto e a direito. Professores reclamam que antes dos temporais já haviam alertado à secretaria de educação para a necessidade da poda das árvores, o que obviamente não foi feita.
Problemas estruturais da escola estão à vista, mas tudo pode ser escondido com uma boa pincelada de tinta como outrora já foi feito.
A proteção de concreto de um bueiro está parcialmente destruído há tempos e uma criança já se machucou por lá, sem que ninguém tomasse alguma providência.
A secretaria de Educação, segundo os professores, disse que o muro só deve ser reerguido em maio. Até lá, os professores e alunos vão sofrer com a insegurança da escola. Crianças da comunidade agora se arriscam a brincar no parquinho, livre depois da queda do muro. O problema é que o entulho expõe as ferragens enferrujadas e o risco de acidente é frequente. O parquinho já está semi-depredado também.
Um outro problema estrutural grave: a escola não dispõe de banheiro masculino para os professores. Eles utilizam o mesmo banheiro dos alunos de 6, 7, 8, 9 e 10 anos.
Enquanto isso, no mensalão do Demo, o dinheiro corre deslavadamente. E como é fácil andar com R$200 mil na sacolinha.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Moradores do Gama se unem para impedir a instalação de grades em parque criado em 1998
A intervenção, no entanto, conta com autorização da Administração Regional da cidade
A comunidade da Quadra 1 do Setor Norte reclama que a entrada no espaço público ficará dificultada por conta das gradesUma cerca instalada por uma loja maçônica no Parque Urbano Vivencial, na Quadra 1 do Setor Norte do Gama, provocou polêmica entre a comunidade. Com receio de ser impedido de entrar no local, um grupo de moradores decidiu protestar. Alega que a área era utilizada como espaço público de lazer de crianças e estacionamento de veículos. “Eles (os maçons) acham que, porque têm dinheiro, podem fazer tudo o que quiserem. Não vamos aceitar isso. Nossos filhos brincam aqui e essa área também serve para deixarmos nossos carros”, disse a bancária Ivone Conceição de Araújo Macedo, 45 anos.Ela também acusa a maçonaria de estar tomando conta do lugar aos poucos. “Aqui tinha um campo de futebol e uma quadra de vôlei e eles tiraram tudo. Agora, querem tomar o resto”, reclamou. A reportagem do Correio visitou o local na última sexta-feira. Encontrou a cerca quase toda instalada. O presidente da loja maçônica, Gilson Carlos Gomes da Silva, disse que os moradores estão tratando o assunto com injustiça. Segundo ele, a delimitação da área ocorre para evitar que carroceiros despejem lixo e entulho. “Cercando a área, vamos dificultar a vida de quem quer transformar isso aqui num lixão. Os moradores deveriam nos apoiar, pois preservamos este patrimônio, que é de todos nós”, defendeu.Questionado sobre o possível impedimento de acesso ao parque, Gilson se mostrou incisivo: “De maneira nenhuma vamos limitar o acesso à comunidade. Vamos colocar um portão de correr, mas que não ficará trancado em nenhum momento. As crianças vão até poder brincar com mais segurança”, garantiu.O discurso do presidente da maçonaria, porém, não convenceu as pessoas que vivem nas proximidades do lugar. O estudante Sérgio Borges, 33, mostrou à reportagem plantas com espinhos espalhadas pelo terreno. Para ele, a vegetação evita que as crianças brinquem por ali. “Eles plantaram essas plantas por toda a parte. Muitas não cresceram, mas a intenção é que a gente e, principalmente, as crianças, fiquem com medo de entrar aqui”, alegou.Em análiseO assessor de gabinete da Administração Regional do Gama, Luiz Pires, informou que o cercamento feito pela loja maçônica recebeu autorização do órgão. “Trata-se de uma adoção de área pública. O que eles não podem fazer e não vamos permitir é construir novas edificações”, resumiu.
Para impedir a conclusão da cerca, os moradores fizeram um abaixo-assinado e o entregaram ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A promotora Yara Maciel ficou como responsável pela análise do caso.O Conselho Comunitário do Setor Norte também reivindica que, além da maçonaria, todas as edificações erguidas no parque sejam demolidas. Atualmente, existem na área um templo evangélico, uma igreja católica e uma associação de idosos. Elas funcionam graças a uma autorização da administração local. Mas ela deve ser revista, pois ocupam uma área de preservação.Lazer e culturaA Lei Nº 1.959, de 8 de junho de 1998, criou o Parque Urbano e Vivencial do Gama. A norma determina que o espaço deve propiciar lazer e recreação aos moradores do Gama, além de proporcionar o desenvolvimento de atividades culturais e educativas..
Saulo Araújo
Correio Braziliense, domingo 7 de Fevereiro
A comunidade da Quadra 1 do Setor Norte reclama que a entrada no espaço público ficará dificultada por conta das gradesUma cerca instalada por uma loja maçônica no Parque Urbano Vivencial, na Quadra 1 do Setor Norte do Gama, provocou polêmica entre a comunidade. Com receio de ser impedido de entrar no local, um grupo de moradores decidiu protestar. Alega que a área era utilizada como espaço público de lazer de crianças e estacionamento de veículos. “Eles (os maçons) acham que, porque têm dinheiro, podem fazer tudo o que quiserem. Não vamos aceitar isso. Nossos filhos brincam aqui e essa área também serve para deixarmos nossos carros”, disse a bancária Ivone Conceição de Araújo Macedo, 45 anos.Ela também acusa a maçonaria de estar tomando conta do lugar aos poucos. “Aqui tinha um campo de futebol e uma quadra de vôlei e eles tiraram tudo. Agora, querem tomar o resto”, reclamou. A reportagem do Correio visitou o local na última sexta-feira. Encontrou a cerca quase toda instalada. O presidente da loja maçônica, Gilson Carlos Gomes da Silva, disse que os moradores estão tratando o assunto com injustiça. Segundo ele, a delimitação da área ocorre para evitar que carroceiros despejem lixo e entulho. “Cercando a área, vamos dificultar a vida de quem quer transformar isso aqui num lixão. Os moradores deveriam nos apoiar, pois preservamos este patrimônio, que é de todos nós”, defendeu.Questionado sobre o possível impedimento de acesso ao parque, Gilson se mostrou incisivo: “De maneira nenhuma vamos limitar o acesso à comunidade. Vamos colocar um portão de correr, mas que não ficará trancado em nenhum momento. As crianças vão até poder brincar com mais segurança”, garantiu.O discurso do presidente da maçonaria, porém, não convenceu as pessoas que vivem nas proximidades do lugar. O estudante Sérgio Borges, 33, mostrou à reportagem plantas com espinhos espalhadas pelo terreno. Para ele, a vegetação evita que as crianças brinquem por ali. “Eles plantaram essas plantas por toda a parte. Muitas não cresceram, mas a intenção é que a gente e, principalmente, as crianças, fiquem com medo de entrar aqui”, alegou.Em análiseO assessor de gabinete da Administração Regional do Gama, Luiz Pires, informou que o cercamento feito pela loja maçônica recebeu autorização do órgão. “Trata-se de uma adoção de área pública. O que eles não podem fazer e não vamos permitir é construir novas edificações”, resumiu.
Para impedir a conclusão da cerca, os moradores fizeram um abaixo-assinado e o entregaram ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A promotora Yara Maciel ficou como responsável pela análise do caso.O Conselho Comunitário do Setor Norte também reivindica que, além da maçonaria, todas as edificações erguidas no parque sejam demolidas. Atualmente, existem na área um templo evangélico, uma igreja católica e uma associação de idosos. Elas funcionam graças a uma autorização da administração local. Mas ela deve ser revista, pois ocupam uma área de preservação.Lazer e culturaA Lei Nº 1.959, de 8 de junho de 1998, criou o Parque Urbano e Vivencial do Gama. A norma determina que o espaço deve propiciar lazer e recreação aos moradores do Gama, além de proporcionar o desenvolvimento de atividades culturais e educativas..
Saulo Araújo
Correio Braziliense, domingo 7 de Fevereiro
De volta ao batente
Olá amigos. Depois de tanto tempo, retorno à rotina do blog. Primeiro comunico aos apaixonados por futebol que desde o início deste mês estou estou na Rádio Transamérica com um programa de segunda à sexta, 20h, o Transamérica Esportes. Também faço as narrações esportivas na mesma emissora.
NO mar político, permeado pelo lamaçal que se tornou Brasília, darei minha contribuição e conto com a colaboração de todos. Um forte abraço!
NO mar político, permeado pelo lamaçal que se tornou Brasília, darei minha contribuição e conto com a colaboração de todos. Um forte abraço!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Cavalaria pisoteia estudantes
Vídeos gravados pela reportagem da UnB Agência revelam momentos brutais da manhã em que a repressão triunfou sobre a luta pela moralização da política em Brasília. Uma das imagens registradas durante as três horas de conflito entre policiais militares e manifestantes que pediam o impeachment do governador do DF, José Roberto Arruda, mostra o instante em que o coronel Silva Filho, comandante da operação da PM no Eixo Monumental, perde o controle e agride o militante e ex-aluno de Biologia da Universidade de Brasília, José Ricardo Padilha, detido no local.
As cenas de violência começaram quando a multidão que protestava em frente ao Palácio do Buriti interrompeu o trânsito no Eixo Monumental, por volta das 11h30. Sem negociação para desobstruir as pistas, a Polícia Militar convocou a cavalaria da corporação para expulsar os manifestantes, entre eles, 500 estudantes da UnB. As ofensivas dos policiais montados, armados com escudo e cacetete, não foram o suficiente para dispersar os jovens e trabalhadores, que voltavam a ocupar o asfalto de forma pacífica. Adesivos de “Fora Arruda” eram entregues aos motoristas parados.
A situação se agravou com a chegada do Batalhão de Operações Especiais (Bope) ao meio dia. Munidos com bombas de efeito moral e tiros de borracha, em poucos minutos os militares instalaram o caos no coração da capital. Estudantes que desciam pelo gramado central para dar continuidade ao protesto na Rodoviária acabaram cercados. Começou, então, o confronto direto. “Foi combinado que nós deixaríamos as pistas para ir ao terminal. Mas formos impedidos pela violência da polícia”, comentou o coordenador geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UnB, Raul Cardoso.
As bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta atingiam, inclusive, a imprensa que cobria a batalha instalada. Estudantes que insistiam em seguir caminho eram atropelados pela cavalaria e revidavam com pedradas. Na confusão, o comandante da operação, coronel Silva Filho, perde a cabeça ao receber uma ofensa verbal do jovem conhecido por Zé Ricardo. O momento, testemunhado pela equipe da UnB, mostra o instante em que o militar parte para cima do manifestante e troca murros com o rapaz no chão. José Ricardo acabou preso e agredido após o embate.
Marcelo Brandt/UnB Agência
As cenas de violência começaram quando a multidão que protestava em frente ao Palácio do Buriti interrompeu o trânsito no Eixo Monumental, por volta das 11h30. Sem negociação para desobstruir as pistas, a Polícia Militar convocou a cavalaria da corporação para expulsar os manifestantes, entre eles, 500 estudantes da UnB. As ofensivas dos policiais montados, armados com escudo e cacetete, não foram o suficiente para dispersar os jovens e trabalhadores, que voltavam a ocupar o asfalto de forma pacífica. Adesivos de “Fora Arruda” eram entregues aos motoristas parados.
A situação se agravou com a chegada do Batalhão de Operações Especiais (Bope) ao meio dia. Munidos com bombas de efeito moral e tiros de borracha, em poucos minutos os militares instalaram o caos no coração da capital. Estudantes que desciam pelo gramado central para dar continuidade ao protesto na Rodoviária acabaram cercados. Começou, então, o confronto direto. “Foi combinado que nós deixaríamos as pistas para ir ao terminal. Mas formos impedidos pela violência da polícia”, comentou o coordenador geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UnB, Raul Cardoso.
As bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta atingiam, inclusive, a imprensa que cobria a batalha instalada. Estudantes que insistiam em seguir caminho eram atropelados pela cavalaria e revidavam com pedradas. Na confusão, o comandante da operação, coronel Silva Filho, perde a cabeça ao receber uma ofensa verbal do jovem conhecido por Zé Ricardo. O momento, testemunhado pela equipe da UnB, mostra o instante em que o militar parte para cima do manifestante e troca murros com o rapaz no chão. José Ricardo acabou preso e agredido após o embate.
Marcelo Brandt/UnB Agência
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Corrupção é a alma do negócio
Diante de tudo o que lemos, vemos e ouvimos pela imprensa fico até sem novidades para contar aos amigos. Mas hoje ouso, pelo menos, a refletir sobre o Mensalão do Dem. Concluo desde o início: não há nenhuma novidade, tudo é novela que já vimos antes.
O final da história, como todos estamos carecas de saber, é a impunidade. Deputados distritais, o governador e seus auxiliares estão durante todos esses dias articulando a famosa pizza. Os estudantes da UNB que, neste momento devem estar sendo retirados do plenário da CLDF, sabem disso. Então o que restava a eles a não ser resistir?
HOje assistindo os manifestantes pró Arruda, exercendo o seu livre direito de gritarem, identifiquei muitos servidores da Administração do Gama. Estavam lá não para defender o Estado, mas para salvar o bolso de possíveis demissões caso o governador e sua trupe caiam.
Pela manhã também vi pela TV policiais militares com faixas pró Arruda denominando-o como o melhor governo do DF, agradecendo os lotes do Gama e por aí vaí. Quer dizer: esta história de corrupção é apenas coisa da mídia, nada é real, principalmente quando não prejudica o meu bem estar. Aí, tudo muda.
Então, por eu ter recebido meu lote, ter ganho um emprego tenho que empurrar tudo para debaixo do tapete. Confesso que fica difícil me envergonhar apenas dos políticos em questão, mas, também, devo me envergonhar da nossa mediocridade. Somos incapazes de corrigir nossos desvios políticos, aceitamos, perdoamos e só não comungamos porque não fomos convidados. É por isso que depois do Mensalão do PT, veio o do DEM e tantos outros mensalões acobertados pela esperteza de bandidos, que agora nem colarinho usam.
E até orar virou ato de corrupção. Tentar corromper Deus, na maior cara de pau. Não é a toa que se chama DEM. Com mais uma vogal, a sigla assustaria ainda mais.
O final da história, como todos estamos carecas de saber, é a impunidade. Deputados distritais, o governador e seus auxiliares estão durante todos esses dias articulando a famosa pizza. Os estudantes da UNB que, neste momento devem estar sendo retirados do plenário da CLDF, sabem disso. Então o que restava a eles a não ser resistir?
HOje assistindo os manifestantes pró Arruda, exercendo o seu livre direito de gritarem, identifiquei muitos servidores da Administração do Gama. Estavam lá não para defender o Estado, mas para salvar o bolso de possíveis demissões caso o governador e sua trupe caiam.
Pela manhã também vi pela TV policiais militares com faixas pró Arruda denominando-o como o melhor governo do DF, agradecendo os lotes do Gama e por aí vaí. Quer dizer: esta história de corrupção é apenas coisa da mídia, nada é real, principalmente quando não prejudica o meu bem estar. Aí, tudo muda.
Então, por eu ter recebido meu lote, ter ganho um emprego tenho que empurrar tudo para debaixo do tapete. Confesso que fica difícil me envergonhar apenas dos políticos em questão, mas, também, devo me envergonhar da nossa mediocridade. Somos incapazes de corrigir nossos desvios políticos, aceitamos, perdoamos e só não comungamos porque não fomos convidados. É por isso que depois do Mensalão do PT, veio o do DEM e tantos outros mensalões acobertados pela esperteza de bandidos, que agora nem colarinho usam.
E até orar virou ato de corrupção. Tentar corromper Deus, na maior cara de pau. Não é a toa que se chama DEM. Com mais uma vogal, a sigla assustaria ainda mais.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Arruda acusa Pedro do Ovo de tentar achacá-lo
Em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, publicada hoje (2/12/2009), o governador ARRUDA acusou o deputado distrital Pedro do Ovo, morador do Gama, de querer achacá-lo por mais cargos comissionados no GDF. Arruda diz que Pedro do Ovo (PRP) recebia mais de R$ 15 mil reais em cargos espalhados em diversos órgãos públicos do DF, mas inconformado pedia mais.
VEJA AS ACUSAÇÕES DO GOVERNADOR CONTRA O DEPUTADO PEDRO DO OVO:
Além da entrevista ao Correio Braziliense, o governador José Roberto Arruda também falou ao jornal Folha de S.Paulo. Confiram o que mais ele disse à Folha, além do que havia dito ao Correio:
FOLHA - Mas nesse diálogo do dia 21 de outubro, o sr.. fala várias vezes de despesas mensais com políticos, diz ser necessário unificar. O que é tudo isso?
ARRUDA - Tem muitas coisas misturadas. Tem pedaços que eu tenho certeza que a gente falava de um sujeito que indicou cargos numa administração e estava duplicando cargos numa outra.
FOLHA - Como assim?
ARRUDA - Há um exemplo do deputado Pedro do Ovo (PRP). Ele tinha indicado pessoas para 12 cargos num valor total de R$ 15 mil de salários somados. Ele estava pedindo outros 15. Aí eu disse não.
FOLHA - Onde Pedro do Ovo tinha esses cargos?
ARRUDA - Ele tinha no Procon, no Conselho de Trânsito e na Administração do Gama.
FOLHA - A propósito, é correto ficar distribuindo cargos públicos para deputados preencherem com quem muitas vezes não trabalha como deve?
ARRUDA - É próprio que os deputados da base de apoio ao governo tenham alguns cargos nos quais as pessoas possam dar alguma contribuição. Eu diminui os cargos. Tinha 20 mil cargos em comissão. Reduzi para 10 mil. Pedro do Ovo foi o mais votado no Gama. Ele tem uma influência. Então algumas pessoas de influência política dele são chamadas para a administração para me ajudar.
FOLHA - Esse diálogo do dia 21 contém outros trechos que indicam sua participação numa conversa sobre divisão de dinheiro…
ARRUDA - Sobre esse diálogo eu não vou mais fazer comentários por uma razão: os meus advogados estão estudando isso. Essas supostas falhas técnicas precisam ser estudadas. Eu acho que está tudo muito truncado e esquisito. Olha, filme de bandido e mocinho, muitas vezes no meio do filme a gente acha que o bandido é o mocinho. No final, as coisas sempre ficam claras.
VEJA AS ACUSAÇÕES DO GOVERNADOR CONTRA O DEPUTADO PEDRO DO OVO:
Além da entrevista ao Correio Braziliense, o governador José Roberto Arruda também falou ao jornal Folha de S.Paulo. Confiram o que mais ele disse à Folha, além do que havia dito ao Correio:
FOLHA - Mas nesse diálogo do dia 21 de outubro, o sr.. fala várias vezes de despesas mensais com políticos, diz ser necessário unificar. O que é tudo isso?
ARRUDA - Tem muitas coisas misturadas. Tem pedaços que eu tenho certeza que a gente falava de um sujeito que indicou cargos numa administração e estava duplicando cargos numa outra.
FOLHA - Como assim?
ARRUDA - Há um exemplo do deputado Pedro do Ovo (PRP). Ele tinha indicado pessoas para 12 cargos num valor total de R$ 15 mil de salários somados. Ele estava pedindo outros 15. Aí eu disse não.
FOLHA - Onde Pedro do Ovo tinha esses cargos?
ARRUDA - Ele tinha no Procon, no Conselho de Trânsito e na Administração do Gama.
FOLHA - A propósito, é correto ficar distribuindo cargos públicos para deputados preencherem com quem muitas vezes não trabalha como deve?
ARRUDA - É próprio que os deputados da base de apoio ao governo tenham alguns cargos nos quais as pessoas possam dar alguma contribuição. Eu diminui os cargos. Tinha 20 mil cargos em comissão. Reduzi para 10 mil. Pedro do Ovo foi o mais votado no Gama. Ele tem uma influência. Então algumas pessoas de influência política dele são chamadas para a administração para me ajudar.
FOLHA - Esse diálogo do dia 21 contém outros trechos que indicam sua participação numa conversa sobre divisão de dinheiro…
ARRUDA - Sobre esse diálogo eu não vou mais fazer comentários por uma razão: os meus advogados estão estudando isso. Essas supostas falhas técnicas precisam ser estudadas. Eu acho que está tudo muito truncado e esquisito. Olha, filme de bandido e mocinho, muitas vezes no meio do filme a gente acha que o bandido é o mocinho. No final, as coisas sempre ficam claras.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
PF REALIZA BUSCAS NO GAMA
A Operação Caixa de Pandora, da Policia Federal, esteve na cidade do Gama.No dia 27/11, policiais federais realizaram uma batida de busca e apreensão na casado suplente de deputado distrital, Pedro do Ovo (PRP), na Quadra 27, do Setor Leste.A polícia federal apreendeu na residencia do político documentos e uma certa quantia emdinheiro - até agora não revelada pelos investigadores. Durante toda a operação realizada em 15diferente endereços, a Polícia Federal divulgou ter apreendido R$ 700 mil (setecentos mil reais) em dinheirovivo e mais de cinco mil dólares. Não se sabe qual parte desse valor estava na casa de Pedro do Ovo.No inquérito em andamento no STJ, o então secretário da Casa Civil do Governo Arruda, José Geraldo Maciel, afastadodo cargo pelo governador em razão das irregularidades apuradas; utilizou o nome de Pedro do Ovo como "exemplo". Em determinado trecho do inquérito há a transcrição de uma conversa entre o governador e Maciel, que diz: "Pedro do Ovo, por exemplo, pegava comigo a parte dele. Depois passou a pegar pelo esquema deles". As declaraçõe de Macielnão foram refutadas pelo suplente de distrital e estão transcritas no inquérito policial.
Uma linha sucessória cheia de problemas
Com impeachments em série, vice da Câmara assumiria o DFDe Isabel Braga: Uma eventual vacância no governo do Distrito Federal, com o impedimento do governador José Roberto Arruda, do vice-governador, Paulo Otávio, e do presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente, jogaria o poder nas mãos de um petista, o vice-presidente da Câmara, Cabo Patrício. Caberia ao Supremo Tribunal Federal (STF) decidir se ele ficaria no cargo até o fim do mandato, em dezembro de 2010.A Lei Orgânica do Distrito Federal estabelece que, se a vacância do cargo ocorrer no último ano do mandato, assumirão em caráter permanente os que compõem a linha sucessória — vice-governador, presidente da Câmara Legislativa, vice-presidente da Câmara Legislativa e o presidente do Tribunal de Justiça do DF. Há, porém, precedente no STF, segundo o qual o Legislativo local precisará convocar eleição indireta em 30 dias, após a vacância, se o governador e o vice-governador ficarem impedidos.— Como há precedente no Supremo, num impeachment dos dois a Câmara Legislativa terá que convocar eleições indiretas em 30 dias, como determina a Constituição. A própria Câmara poderá aplicar o entendimento, alegando que a Lei Orgânica é incompatível com a Constituição. Mas isso certamente causará polêmica e acabará no Supremo — disse o professor de Direito Constitucional da Universidade Federal Fluminense (UFF), Cláudio de Souza Neto. Leia mais em O Globo
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Ansiosos pela caixa aberta
A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje mais uma operação, denominada de Caixa de Pandora. Na Câmara Legislativa, foi nos gabinetes da deputada Eurídes Brito, Leonardo Prudente e Rogério Ulisses. A PF também foi na residencia de vários secretários do Governo Arruda, entre eles, o de Educação José Luiz Valente.
No Gama, a operação começou por volta de 6h da manhã quando policiais chegaram à casa do deputado Pedro do Ovo, no setor leste. Os agentes pediram até o dinheiro que o parlamentar tinha no bolso.
CAixa de Pandora é um termo que se refere a algo que está escondido por trás de uma aparente inocência. Em BRasília, todos estão ansiosos pela abertura da caixa, que pela mitologia, pode destruír a vida de muita gente.
No Gama, a operação começou por volta de 6h da manhã quando policiais chegaram à casa do deputado Pedro do Ovo, no setor leste. Os agentes pediram até o dinheiro que o parlamentar tinha no bolso.
CAixa de Pandora é um termo que se refere a algo que está escondido por trás de uma aparente inocência. Em BRasília, todos estão ansiosos pela abertura da caixa, que pela mitologia, pode destruír a vida de muita gente.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Queda da Lei dos Becos repercute entre moradores
Essa manifestação de um morador do Gama já está na internet. Posto aqui para quem quiser comentar.
"GAMA: A lei dos becos e os próximos passos
(por Xicao Assis)
A lei que permitiu o uso de áreas de becos no Gama para a construção de habitações destinadas aos militares caiu por decisão do Tribunal de Justiça do DF. Por 12 votos contra 2, a Lei Complementar n. 780/2008 foi julgada inconstitucional. Segundo o advogado e potencial candidato a deputado distrital pelo PDT, Adilson Barboza, em declaração publicada hoje no jornal Correio Braziliense, “agora que a lei foi julgada inconstitucional, vamos pedir a demolição de todas as casas construídas, já que o efeito da decisão se estende até o momento da aprovação da lei”. Temos agora no Gama um demolidor. Sob a égide da lei, o advogado-demolidor pretende passar o trator sobre os sonhos de várias famílias em possuir uma casa própria.
A discussão agora não se limita apenas a defender áreas verdes ou passagens de pedestres. Trata-se também de defender pessoas que investiram economias pessoais, contrataram financiamentos bancários para executar obras, requisitaram serviços de arquitetos, pedreiros e outros. Realizaram essas ações com autorização expressa do GDF e edificaram suas moradias com alvarás expedidos por órgãos competentes da administração pública. Antes da próxima ação do advogado-demolidor quem terá a coragem e o compromisso de defender as pessoas que serão lesadas pela decisão judicial. De quem será o prejuízo do insucesso legal da lei? Uma coisa é certa: se não houver uma manifestação clara das pessoas que foram afetadas por essa decisão uma grande injustiça será cometida em nome da lei.
O Jornal de Brasília, edição de hoje, já indicou um culpado pelo o insucesso da lei.. Para o jornal foi o deputado Patrício e sua emenda que destinou as áreas para os militares. Ou seja, segundo o veículo de comunicação as áreas verde do Gama; ou as suas passagens de pedestres poderiam ser destinadas a qualquer outro cidadão inscrito na política habitacional do GDF, a ilegalidade foi destiná-las aos militares. O raciocínio é tosco e pretende simplesmente imputar uma acusação política contra o deputado que defendeu o direito de moradia para integrantes da sua categoria profissional. Afinal de contas, as áreas podem ou não podem ser utilizadas para fins de habitação?
O GDF entrou mudo e ficou calado diante da decisão judicial. Terá o direito de recorrer da decisão ao STJ. Também terá que lutar contra o “espírito de trator” do advogado-demolidor. Com pretensões eleitorais, o pedetista Adilson Barboza, já escolheu uma boa imagem para iniciar sua campanha eleitoral rumo à Câmara Legislativa: um monte de entulho e lágrimas espalhadas por mais de 500 locais na cidade do Gama. Alguém se habilita a votar no demolidor?
Xicão Assis - morador do Gama"
"GAMA: A lei dos becos e os próximos passos
(por Xicao Assis)
A lei que permitiu o uso de áreas de becos no Gama para a construção de habitações destinadas aos militares caiu por decisão do Tribunal de Justiça do DF. Por 12 votos contra 2, a Lei Complementar n. 780/2008 foi julgada inconstitucional. Segundo o advogado e potencial candidato a deputado distrital pelo PDT, Adilson Barboza, em declaração publicada hoje no jornal Correio Braziliense, “agora que a lei foi julgada inconstitucional, vamos pedir a demolição de todas as casas construídas, já que o efeito da decisão se estende até o momento da aprovação da lei”. Temos agora no Gama um demolidor. Sob a égide da lei, o advogado-demolidor pretende passar o trator sobre os sonhos de várias famílias em possuir uma casa própria.
A discussão agora não se limita apenas a defender áreas verdes ou passagens de pedestres. Trata-se também de defender pessoas que investiram economias pessoais, contrataram financiamentos bancários para executar obras, requisitaram serviços de arquitetos, pedreiros e outros. Realizaram essas ações com autorização expressa do GDF e edificaram suas moradias com alvarás expedidos por órgãos competentes da administração pública. Antes da próxima ação do advogado-demolidor quem terá a coragem e o compromisso de defender as pessoas que serão lesadas pela decisão judicial. De quem será o prejuízo do insucesso legal da lei? Uma coisa é certa: se não houver uma manifestação clara das pessoas que foram afetadas por essa decisão uma grande injustiça será cometida em nome da lei.
O Jornal de Brasília, edição de hoje, já indicou um culpado pelo o insucesso da lei.. Para o jornal foi o deputado Patrício e sua emenda que destinou as áreas para os militares. Ou seja, segundo o veículo de comunicação as áreas verde do Gama; ou as suas passagens de pedestres poderiam ser destinadas a qualquer outro cidadão inscrito na política habitacional do GDF, a ilegalidade foi destiná-las aos militares. O raciocínio é tosco e pretende simplesmente imputar uma acusação política contra o deputado que defendeu o direito de moradia para integrantes da sua categoria profissional. Afinal de contas, as áreas podem ou não podem ser utilizadas para fins de habitação?
O GDF entrou mudo e ficou calado diante da decisão judicial. Terá o direito de recorrer da decisão ao STJ. Também terá que lutar contra o “espírito de trator” do advogado-demolidor. Com pretensões eleitorais, o pedetista Adilson Barboza, já escolheu uma boa imagem para iniciar sua campanha eleitoral rumo à Câmara Legislativa: um monte de entulho e lágrimas espalhadas por mais de 500 locais na cidade do Gama. Alguém se habilita a votar no demolidor?
Xicão Assis - morador do Gama"
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