Não é só a humilhante derrota do Gama para o Macaé por 4 a 1 em pleno Bezerrão, neste domingo, que deixa envergonhada a imprensa e os moradores da cidade. Pior é saber que o Estádio Bezerrão, construído com o suor dos nossos impostos e das propinas que permeavam a vida política do governo Arruda, está entregue aos mosquitos. O gestor público do empreendimento é um dos vices da SEG, Carlos Macedo, pago pelo Estado, mas a serviço sabe-se lá de quem.
Banheiros fechados, ambiente sujo e água a R$ 3,00. Quem vende água e refrigerante no Bezerrão se as lanchonetes não foram licitadas, ninguém sabe por que? Tem alguém ganhando dinheiro até nisso. Cadê o Procon para defender o torcedor consumidor?
As regras impostas para a imprensa são colocadas por amadores. De tanta inveja do Brasiliense e do seu Estádio Serejão, a presidência do clube (ou o gestor do Estádio) determinaram que a imprensa tem de passar pelo corredor polonês da torcida para chegar ao campo, mesmo que o Bezerrão tenha acesso direto para tal fim. Mesmo tendo elevador desde o térreo, colegas da imprensa tem de subir a escadaria com um monte de equipamentos para pegar o elevador do primeiro andar. Depois de chegar ao quarto pavimento, onde ficam as cabines, precisam voltar ao térreo para pegar as chaves, pois as mesmas estão sempre trancadas. E pior: banheiro masculino fechado e o portal do banheiro feminino, onde os homens tiveram que aliviar a vontade, está caindo. Ninguém conserta. Quer beber água, desce os quatro andares para comprar água a R$ 3,00.
Com um futebol pequeno e com tanta gente pequena no comando do clube e do Estádio está valendo mais a pena para a imprensa ter seus olhos voltados para o grandes clubes do Brasil, já que o futebol do DF está à míngua.
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